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Como manejar piquetes de galinhas caipiras?

O acesso das galinhas aos piquetes é grande responsável pelo sabor e cor dos produtos gerados no sistema de criação semi-intensivo. Além disso, ajuda na redução do custo com a alimentação

Como manejar piquetes de galinhas caipiras?   Artigos CPT

O acesso das galinhas caipiras aos piquetes é grande responsável pelo sabor e cor dos produtos gerados no sistema de criação semi-intensivo. Além disso, ajuda na redução do custo com a alimentação, o qual pode chegar a 70% do custo de produção em granjas comerciais.

“A escolha de uma correta forrageira, assim como adequadas técnicas produtivas, será fundamental para o sucesso na produção. Até os 28 dias de vida, as aves podem ser criadas confinadas, alimentando-se exclusivamente de ração. A partir dessa data, esses animais deverão ter acesso aos piquetes”, explica Marcelo Dias da Silva, professor do Curso CPT Criação de Frango e Galinha Caipira.

O piquete, normalmente empregado no sistema semi-intensivo, pode também ser utilizado no sistema extensivo. A taxa de ocupação no sistema semi-intensivo deve ser de no mínimo 1 m2 por ave, enquanto que para o sistema extensivo, com a ave sendo criada solta, a taxa é de 5 m2 por ave.

- O cercado do piquete


O cercado do piquete deve ser feito com tela de arame de no mínimo 1,5 m de altura, com uma mureta de 5 cm junto ao solo, que impeça o contato da tela com o chão. Pode-se também utilizar materiais alternativos como cercas de bambu, de madeira, alvenaria e os pré-fabricados, ou até mesmo cercado de pau-a-pique ou de tramas de varas de marmelo, como na região Nordeste.

- Por que os piquetes são importantes?


O uso de piquetes atende às necessidades operacionais do negócio, pois acarreta redução dos custos com a alimentação. As aves não possuem um sistema digestório bem adaptado para a digestão de folhas mais velhas e muito fibrosas, sendo assim, deve-se buscar plantas com alta taxa de rebrota para que as aves possam se alimentar de folhas mais novas, as quais são menos fibrosas. Outras características que devem ser preconizadas na escolha da planta forrageira são a produtividade, o teor de proteína e o tipo de crescimento.

- O que saber sobre a planta forrageira?


A planta forrageira deve ser capaz de se propagar com facilidade, dominar o terreno em pouco tempo e fornecer quantidade de massa nutritiva suficiente para as aves. As plantas de crescimento estolonífero (colmos rasteiros) são as mais recomendadas por apresentarem essas características, serem de pequeno porte, serem de fácil manejo e, principalmente, por resistirem bem ao comportamento de bicar e ciscar das galinhas. A planta também deve se adaptar bem ao clima e ser rizomatosa. Os rizomas garantem à planta maior resistência à seca, por armazenarem nutrientes que podem ser utilizados em períodos de escassez.

- Capins e gramas


Os capins e gramas mais utilizados para piquetes são: capim quicuio (Pennisetum clandestina), capim cost-cross, capim tiffiton, grama estrela africana e outros. Silva e Nakano (1998), em experimento de pastejo com 20 espécies, verificaram que a mistura do capim quicuio com a grama seda apresentou os melhores resultados devido à sua resistência ao frio, à boa produtividade de massa verde, à resistência ao pastejo, à preferência das aves, às características nutritivas e ausência de substâncias tóxicas. Individualmente, a grama seda foi classificada em segundo lugar, e em terceiro o capim quicuio.

- Adubação do solo e acesso ao piquete


Como a maioria dos solos brasileiros apresentam baixa quantidade de nutrientes, para a implantação da forragem, normalmente, deve-se adubar o solo com fertilizantes químicos ou adubos orgânicos. Uma vez implantada a forragem, não será mais necessário adubar o solo, visto que as excretas dos animais são ricas em nutrientes que servirão para o crescimento vegetal. Realizado o plantio da forragem, as aves só poderão ter acesso aos piquetes dois meses depois ou mais. Isso irá depender da época do ano, do clima da região, da irrigação e disponibilidade de nutrientes no solo. Normalmente, no inverno, as forragens ficam secas e diminuem o crescimento. Nesses períodos, é importante que se faça irrigação das plantas, para manter melhor qualidade da forragem.

- Rotação de piquetes


Caso a área de pastagem seja muito grande, a distribuição das aves no local não irá ocorrer de forma homogênea, fazendo com que as excretas se concentrem em determinadas áreas e que estas fiquem desgastadas. Para minimizar tal problema, é aconselhável fazer rotação de piquetes. Para isso, faz-se uma divisão da área total ocupada pelo lote de aves em piquetes menores, os quais serão ocupados a cada determinado período de tempo em um processo de rotação.

- Portas de entrada para cada piquete no esquema de rotação


No esquema de rotação é importante fazer as portas de entrada para cada piquete no próprio galpão. Isso, além de facilitar o manejo, possibilita que a galinha continue realizando sua postura no seu próprio ninho, pois a mudança de ninhos pode ocasionar aumento no número de ovos postos no chão.

- Período de tempo de ocupação dos piquetes


O período de tempo de ocupação do piquete em pastejo rotacionado irá depender do tamanho da área do piquete, número de piquetes, número de aves, da época do ano, planta forrageira, entre outros.

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Por Silvana Teixeira.

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Comentários

Marco Antonio Vargas

23 de jun. de 2021

Tenho uma grande criação de d'angola,mas tenho notado algumas mortes ter ocorridas,elas ficam tristes,e sem direção ao mandato que fazer,nos ajudem.

Resposta do Portal Cursos CPT

24 de jun. de 2021

Olá, Marco Antonio

Como vai?

Agradecemos sua visita ao nosso site!

Nessas circunstâncias, a melhor orientação que podemos dar a você é que procure em sua cidade um especialista. Devido ao fato de não estarmos presentes para fazer uma correta avaliação, qualquer diagnóstico passa a ser um risco desnecessário à ave.

Atenciosamente,

Erika

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