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Pastagens para caprinos: dicas para uma correta implantação

É fundamental adequar as pastagens ao hábito alimentar de cada espécie animal, para que seja atingida a capacidade máxima de ingestão no menor espaço de tempo possível, reduzindo-se o desgaste

Pastagens para caprinos: dicas para uma correta implantação   Artigos CPT

Na implantação de pastagens para caprinos, deve-se levar em conta que o pastejo demanda do gasto de energia do animal que, por sua vez, gera desgaste e até mesmo cansaço. Por isso, é fundamental adequar o estabelecimento e manejo das pastagens ao hábito alimentar de cada espécie animal, de maneira que seja atingida a capacidade máxima de ingestão no menor espaço de tempo possível, reduzindo-se esse desgaste.

“Os dois fatores fundamentais para que isso ocorra são a altura e a densidade da gramínea. Quanto mais densa e maiores as folhas, mais eficiente será o pastejo”, explica Maria Pia Souza Lima Mattos de Paiva Guimarãres, professora do Curso CPT Criação de Cabras Leiteiras - Instalações, Raças e Reprodução.

Outro fator a levar em conta é que a maneira de pastejar dos caprinos, cortando folhas e talos com os dentes frontais, determina que eles retirem a forragem de uma forma muito rente ao solo, a até 0,5 cm de altura, o que é bem pouco, se considerarmos que os bovinos, por exemplo, conseguem pastejar com eficiência quando a altura da forrageira é de no mínimo 20 cm.

Por causa dessas características de pastejo dos caprinos, deve-se dar preferência às gramíneas de porte mais baixo, com hábito de crescimento prostrado, que apresentam gemas de crescimento situadas na base da planta, onde são menos atingidas pelo pastejo mais baixo. Essas gemas são pontos de crescimento constituídos por tecidos jovens, com alto poder de multiplicação, justamente de onde surgem os novos brotos, que vão gerar novas folhas. É necessário, por isso, no manejo da pastagem, evitar ao máximo que os animais, ao consumirem o pasto, retirem esses pontos.

Caso isso venha a acontecer, o tempo para a planta restabelecer seu crescimento normal aumenta, fazendo com que a área fique vulnerável às plantas invasoras, contribuindo para o processo de degradação do pasto. Além disso, a planta vai perdendo suas reservas nutricionais, gerando brotações cada vez mais raquíticas, o que leva a pastagem a ficar cada vez menos produtiva.

Abaixo, são apresentadas recomendações gerais sobre a altura mínima do resíduo pós pastejo, ou seja, a necessidade de altura do pasto quando da saída dos animais do piquete, para que o pastejo não seja baixo demais, prejudicando a recuperação das plantas:


Recomendações sobre altura do resíduo pós-pastejo

Espécie

Altura das plantas quando os animais

saem do pasto (cm)

Capim elefante

30 - 40

Capim colonião

25 - 35

Brachiárias

20

Coast-cross/Pangola

10 - 15

Fonte: Adaptado de RODRIGUES por Aguiar.

 

Por conta do hábito de pastejo dos caprinos, uma espécie de gramínea que é bastante indicada para o pastejo por caprinos é a grama estrela africana. Essa espécie tem reconhecida qualidade nutricional, inclusive, quanto a digestibilidade e teor de proteína bruta, com boa capacidade de produção de forragem por área, e, que, principalmente, é mais resistente ao pastejo baixo.

Quanto à braquiária decumbens, uma das mais difundidas espécies de gramíneas, apresenta hábito de crescimento semiprostrado e também pode ser usada com bons resultados. Já os capins de crescimento entouceirado, como é o caso do colonião, entre outros, vão exigir um manejo mais apurado, para evitar que a pressão de pastejo seja muito alta, prejudicando a rebrota.

Para o manejo da pastagem, com fins de estimativa de disponibilidade de forragem, vamos considerar que uma cabra adulta equivale a aproximadamente 0,1 UA, sendo que uma UA corresponde a 450 kg de peso vivo. Também será preciso levar em conta que no pastejo ocorre um desperdício de 30 a 40% da forragem por pisoteio e poluição. Isso significa que para mantermos em um pasto 10 cabras pesando aproximadamente 50 kg cada, será necessário área de pastagem de 0,8 a 1,0 ha.

Podemos concluir, com isso, que, com base em um consumo diário médio de 10 kg de forragem/cabra adulta/dia, será possível em um hectare de pasto de boa qualidade, manter 07 cabras leiteiras ou 10 cabras de corte ou de aptidão mista.

Gostou do assunto? Leia a(s) matéria(s) abaixo:


- Capril: dicas para acertar no dimensionamento das instalações

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Por Silvana Teixeira.

 

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