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Salmonella e a Shigella. Por que essas bactérias são tão importantes?

A Salmonella e a Shigella merecem atenção por produzirem doenças e inúmeros prejuízos a diversas espécies de animais e em humanos, com enorme frequência

Salmonella e a Shigella. Por que essas bactérias são tão importantes?   Artigos CPT

A Salmonella e a Shigella, bactérias da família Enterobacteriaceae, são merecem atenção devido ao fato de serem patógenos primários. Segundo Dra. Magna Coroa Lima, professora do Curso CPT Microbiologia Veterinária, “elas produzem doenças e causam inúmeros prejuízos a diversas espécies de animais e em humanos, com enorme frequência”. Além disso, representam uma preocupação muito grande na cadeira alimentar de carnes, ovos e produtos processados.

Salmonella


O gênero Salmonella foi descoberto em 1900, por Lignieres, e teve homenagem a Daniel Salmon (por isso o nome Salmonella). O primeiro sorovar descoberto foi a Salmonella enterica, em suínos. Esse patógeno veio de um processo evolutivo de mais de 100 milhões de anos.

As bactérias do gênero em questão são bacilos gram-positivos, móveis, não esporulam, preferem ficar dentro das células (intracelulares facultativos) e são resistentes a fatores ambientais. Existem, aproximadamente, 2500 tipos sorológicos.

Alguns animais eliminam a Salmonella pelas fezes, contaminando o solo e a água. A sobrevivência é de mais de 28 meses nas fezes de aves, mais de 30 meses no estrume bovino, mais de 280 dias em solo cultivado e mais de 120 dias na pastagem. As duas espécies de maior importância são: a Salmonella enterica, dividida em subespécies e a Salmonella bongori.

Shigella


O gênero Shigella foi descrito, pela primeira vez, em 1898, por ocasião de uma grave epidemia de disenteria. Ele pertence à família Enterobacteriaceae e é um bacilo gram-negativo. As bactérias do gênero Shigella não possuem cápsula, são imóveis, intracelulares facultativos, possuem baixa atividade na fermentação de carboidratos, não fermentam lactose e não produzem gás.

O gênero é classificado em 4 espécies: S.dysenteriae (sorogrupo A), S. flexneri (sorogrupo B), S. boydii (sorogrupo C) e S. sonnei (sorogrupo D). Os animais servem como reservatório da doença, muitas vezes são assintomáticos e, portanto, fonte de infecção para os humanos, causando shigelose.

A contaminação ocorre através da água, verduras e legumes (fontes principais). Os animais mais susceptíveis são os cães.

Mecanismos de Virulência do Gênero Shigella


• Adesão e invasão às células M na placa de Peyer

- Sistema de secreção tipo III: ipaA, ipaB, ipaC e ipaD
- Endocitose da bactéria na célula

• Lise do vacúolo fagócito e multiplicação
• Rearranjo dos filamentos de actina
• Invasão

- Invasinas: proteína VirG
- Modificações no citoesqueleto

• Fagocitose por macrófagos

- Apoptose
- Inflamação: migração PMN -> Diarreia

• Exotoxinas

- Enterotoxinas
- Citotoxina
- Neurotoxina
- Toxina shiga (S. dysenteriae)

Estas toxinas, por sua vez, causam inibição da síntese de proteína, alteração do transporte de eletrólitos, destruição de células e atividade neurotóxica, podendo causar convulsão e coma à pessoa e/ou animal.

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Por Silvana Teixeira.

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